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domingo, 12 de setembro de 2010

Tomás Borba


Tomás Borba nasceu em Angra do Heroísmo, em 1867, e faleceu em Lisboa, em 1950. Realizou seus primeiros estudos no Seminário de Angra do Heroísmo, onde em 1890 foi ordenado sacerdote. A sua vocação musical fez, porém, com que fosse para Lisboa frequentar o Conservatório, onde terminou os Cursos Superiores de Piano e de Composição.

Em 1901, foi nomeado Professor da cadeira de Harmonia. Inaugurou no Conservatório a cadeira de História da Música, da qual foi alguns anos regente. Exerceu funções na Escola Normal Primária e na Academia de Amadores de Música. Desempenhou funções da mais alta importância, sendo da sua responsabilidade a introdução da disciplina de Canto Coral nas escolas portuguesas.

Como compositor, a sua obra compreende música religiosa (missas, vários Te Deum, motetes e canções sacras) e música profana (ciclos de peças para piano, sonata para violino e piano, danças portuguesas e numerosas melodias).

sábado, 11 de setembro de 2010

Mateus Pereira de Lacerda


Mateus Pereira de Lacerda, presbítero secular do hábito de S. Pedro, nasceu em Angra na ilha Terceira. Filho de pais não sabidos e dado a criar pela Câmara a Clara Maria, residente na rua de Baixo de S. Pedro. Foi baptizado na Catedral, pelo Reitor da mesma, António de Sousa Figueiredo, a 23 de Setembro de 1771, sendo padrinho Cosme Mascarenhas, freguês da Sé de Angra. Aos dez anos entrou ao serviço da  Catedral como moço de coro. Posteriormente, desempenhou as funções de capelão supranumerário, sacristão, altareiro, capelão do número e mestre de capela, cargo que desempenhava desde 1808, por nomeação de D. José Pegado de Azevedo, sucedendo, respectivamente a Xavier António da Fonseca, João da Silva de Carvalho e Manuel Machado Dinis, que haviam ascendido a cónegos de prebenda da Sé de Angra. Além disso, são-lhe acrescentadas outras funções musicais, sobretudo a leccionação de canto de órgão. Era considerado um excelente músico com uma admirável voz de tenor.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pedro Machado de Alcântara

Nasceu na Conceição, a 19 de Outubro de 1849. Era filho de Manuel Machado e de Maria José. Era empregado público, tendo casado com D. Maria Leonor Vasconcelos Alcântara, com quem teve duas filhas. Faleceu aos 45 anos, vítima de pleuropneumonia, em Santa Luzia, a 25 de Julho de 1895. Chefe de orquestra, considerado um talento musical, realizou os seus estudos musicais na Claustra da Sé Catedral e foi capelão-cantor da capela catedralícia. Foi professor primário e empregado da repartição de fazenda da cidade de Angra do Heroísmo e um conhecido talento musical.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Antero Ávila

Antero Orlando Pereira Ávila é natural da Ilha do Pico. Estudou com seu tio, Custódio Garcia, e com Josefina Canto e Castro. Aos 14 anos assumiu a batuta da Filarmónica de S. Roque, onde foi maestro durante 2 anos. Posteriormente, e ao longo da sua vida artística tem composto várias peças e feito inúmeros arranjos para serem tocados por Bandas Filarmónicas.

Aos 16 anos prosseguiu estudos na Ilha Terceira, onde foi aluno do Conservatório Regional de Angra do Heroísmo nas disciplinas de Formação Musical, Canto, Piano, Violino, Flauta de Bisel, História da Música e Análises e Técnicas de Composição. Ainda na Ilha Terceira foi coralista no Coro AMIT e do Coro do Conservatório.

domingo, 21 de junho de 2009

D. Pedro, IV de Portugal, I do Brasil

D. Pedro, que se encontra ligado à história desta ilha no período do liberalismo, compôs um Missa ao estilo clássico, operático e de influência claramente italiana, para soprano, contralto, tenor, barítono, coro e orquestra.

É provável que muitos alemães deconheçam que Frederico da Prússia era um flautista e compositor notável, no entanto é certo que a grande maioria dos portugueses não sabe que, assim como os seus antepassados da Casa de Bragança, D. Pedro tinha fascínio e vocação para a música. Foi educado na arte musical por José Maurício Nunes Garcia¹, Marcos António da Fonseca Portugal² e Sigismund Neukomm³. O príncipe sabia tocar instrumentos musicais como: piano, flauta, fagote, trombone, violino, clarinete, violão, lundu e cravo, e compôs diversas obras, tais como, além da Missa Solene, já mencionada, uma Missa Brevis, sinfonias e um Te Deum – que, na estreia, foi dirigido por Marcos Portugal – um Credo, um Adjuva nos, a antífona Sub tuum presidium, bem como um Moteto a S. Pedro de Alcântara. Além disso, compôs hinos, como o hino da maçonaria, uma das versões do hino da Independência do Brasil e o hino da Carta, considerado de 1834 até 1910 como o hino nacional Português. De 1809 a 1834, o hino Português era o final da Cantata La Speranza, o sia l’ Auguro Felice, de Marcos Portugal, composta para assinalar o aniversário natalício de D. João VI, estreada em S. Carlos em Maio de 1809. O hino final da cantata, conhecido sob o título de Hino do Príncipe ou Hino de D. João, tornou-se então o hino oficial Português.

domingo, 14 de setembro de 2008

Duarte Gonçalves-Rosa | Director Artístico

Nascido em Angra, iniciou os estudos de piano com Maria Mourato, tendo-os prosseguido posteriormente no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo com Alice Martins, e Formação Musical com Artur Fonseca e Luís Soares. Formou-se em Direcção Coral na Escola Superior de Música da Catalunha, em Barcelona, onde teve como professores, na disciplina de direcção coral, Luís Vila e Pierre Cao, e de direcção de orquestra, Xavier Puig. Nesta escola, foi também importante a sua formação na área da interpretação – Prof. Rafael Salinas – e da interpretação da música antiga – Prof.s Albert Romani e Jordi Saval; foi aluno de Formação Vocal Aplicada da professora Marion Sarmiento. No entendimento das diversas épocas artísticas e musicais, foram importantes as aulas do docente Josep Pujol.

Do reportório coral e coral sinfónico que dirigiu quer em Portugal, quer em Espanha, destacam-se a Oratória The Crucifixion de John Stainer e o Stabat Mater de Francesc Andrevi.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

D. José Pegado de Azevedo

D. José Pegado de Azevedo (Lisboa, 13 de Março de 1750 — Ponta Delgada, 19 de Junho de 1812) foi o 24.º bispo de Angra, tendo governado a diocese de 1802 a 1812. Era padre da Congregação do Oratório e tinha sido militar. Gozou fama de bom pregador e de bom teólogo. Esforçou-se por reformar a diocese, mas teve de se contender com uma constante sucessão de escândalos envolvendo os conventos de freiras, então já em pleno declínio e em absoluta desmoralização, com frequentes violações da clausura, num ambiente em que se poderia dizer tudo dos conventos açorianos, excepto que as suas ocupantes eram castas. Minado por dissabores diversos, acabou por falecer em Ponta Delgada, onde se encontra sepultado. Era grande amante da música sacra, tendo fomentado a sua expansão na diocese. Apesar do edifício já se encontrar há muito concluído, sagrou a Sé Catedral de Angra, numa cerimónia realizada a 16 de Outubro de 1808.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

João José Baldi

Nasceu João José Baldi em Lisboa, no ano de 1770, recebendo a sua principal instrução no Seminário Patriarcal, para onde entrou aos onze anos, em 1781. Estava então no apogeu o ensino da música naquele instituto. João de Sousa Carvalho, Jerónimo Francisco de Lima, seu irmão Braz Francisco de Lima, e Camilo Cabral haviam regressado da Itália, onde estudaram por conta das rendas patriarcais, e foram logo nomeados mestres do Seminário; além destes havia ainda o velho mestre José Joaquim dos Santos, que fora discípulo predilecto de David Perez e era contrapontista consumado, hábil sobretudo no ensino do acompanhamento (baixo cifrado). João de Sousa Carvalho sobressaíra a todos na dedicação pelo ensino e método empregado, tendo já produzido dois discípulos bem notáveis: Leal Moreira, que recentemente passara de discípulo a mestre, e Marcos Portugal, que nesse momento ensaiava os primeiros voos do seu grande génio, admirado em toda a Europa. Foi neste meio que se criou João Baldi, e bem depressa revelou uma aptidão excepcional, que facilmente se desenvolveu entre tais mestres.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Rui Baeta | Barítono

Nasceu em Faro em 1975 e iniciou a sua actividade como cantor profissional em 1994 quando integra o Coro Gulbenkian.Diplomado pela Escola Superior de Música de Lisboa, aluno de Luís Madureira, realizou cursos de aperfeiçoamento artístico em Blonay – Suíça, em Salzburgo – Áustria e em Tours – França.

1.º Prémio na classe de Música de Câmara – Nível Superior – do Concurso RDP Jovens Músicos 1999, com o pianista Paulo Pacheco, tem realizado concertos e recitais em países como E.U.A., França, Suiça, Bélgica, Espanha, Malta, Cabo-Verde e em Portugal, onde já foi aplaudido em salas como o Grande Auditório Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Auditório Europarque, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Rivoli, Teatro da Trindade, Teatro Municipal de S. Luiz, Teatro Nacional São João, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Nacional de S. Carlos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

João Rodrigues | Tenor

Iniciou os seus estudos musicais aos 4 anos de idade na F. C. Gulbenkian, prosseguindo-os no Instituto Gregoriano de Lisboa. Estudou canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa com Filomena Amaro e na Escola Superior de Música de Lisboa com Luís Madureira, Helena Pina Manique e Elsa Saque. Frequentou cursos de aperfeiçoamento com Liliana Bizineche, João Lourenço e Jill Feldman.

Foi co-fundador do Coro Gregoriano de Lisboa, quarteto Tetvocal e Ensemble Vocal Introitus, com os quais efectuou gravações (para a rádio, televisão e em CD), concertos em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com Flores de Música, Segréis de Lisboa, Musica Secreta, Concerto Atlântico, Vozes Alfonsinas, Voces Caelestes, Coral Vértice. Pertenceu ao Coro Gulbenkian e actualmente é membro do Coro do Teatro Nacional de S. Carlos.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sofia Pedro | Mezzo-soprano

Nascida em Lisboa em 1985, Sofia Pedro iniciou os seus estudos de música na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha no ano de 1996, frequentando o curso de guitarra. Ingressou mais tarde no curso de Canto em 2002 com a Professora Joana Levy, terminando o mesmo com a classificação máxima, no ano de 2008. Actualmente é aluna da Escola Superior de Música de Lisboa.

Desde criança que canta em diversos coros amadores tendo em 2004 sido convidada para fazer parte do Coro de Câmara de Lisboa dirigido pela maestrina Teresita Marques. Como elemento deste coro, tem feito concertos a nível internacional, na Europa e América Latina, assim como tem mantido uma intensa actividade no nosso país participando nos mais importantes festivais nacionais e salas de concerto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Joana de Quinhones-Levy | Soprano

Concluiu o Mestrado de Artes Musicais em Canto – Lied e Oratória sendo também Licenciada em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Joana de Quinhones-Levy iniciou os seus estudos de música em criança com a sua mãe, a violoncelista Pilar Torres. Ingressou, posteriormente, na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa no curso de Piano com a Professora Leonor Cadete e mais tarde no curso de Canto. Em 1990 terminou o Curso Superior de Canto com a Professora Helena Pina Manique.

Nesse mesmo ano obteve uma bolsa de estudos, de 3 anos, da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu prosseguir os seus estudos em Londres com as cantoras Jennifer Smith e Dorothy Richardson. Em 1992 ingressou no “Mayer-Lismann Opera Centre”, frequentando os “Foundation Course” e “Production Course” com Jeanne Henny.