quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Duarte Gonçalves-Rosa | Director Artístico
Nascido em Angra, iniciou os estudos de piano com Maria Mourato, tendo-os prosseguido posteriormente no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo com Alice Martins, e Formação Musical com Artur Fonseca e Luís Soares. Formou-se em Direcção Coral na Escola Superior de Música da Catalunha, em Barcelona, onde teve como professores, na disciplina de direcção coral, Luís Vila e Pierre Cao, e de direcção de orquestra, Xavier Puig. Nesta escola, foi também importante a sua formação na área da interpretação – Prof. Rafael Salinas – e da interpretação da música antiga – Prof.s Albert Romani e Jordi Saval; foi aluno de Formação Vocal Aplicada da professora Marion Sarmiento. No entendimento das diversas épocas artísticas e musicais, foram importantes as aulas do docente Josep Pujol.
Do reportório coral e coral sinfónico que dirigiu quer em Portugal, quer em Espanha, destacam-se a Oratória The Crucifixion de John Stainer e o Stabat Mater de Francesc Andrevi.
Do reportório coral e coral sinfónico que dirigiu quer em Portugal, quer em Espanha, destacam-se a Oratória The Crucifixion de John Stainer e o Stabat Mater de Francesc Andrevi.
sábado, 13 de setembro de 2008
Responsórios das Matinas da Sagração da Sé de Angra
Em 1803, João José Baldi compõe os Responsórios das Matinas da Sagração da Sé Catedral de Angra, muito provavelmente por encomenda da diocese, do cabido ou da própria Sé.
A palavra «matinas» relaciona-se com a manhã: matutina sollemnitas, matutina laus, referia-se em princípio à oração da manhã que agora chamamos Laudes. Mais tarde, aplicou-se ao ofício nocturno, que os monges celebravam antes da aurora.
Assim se chamou até que o Concílio deu a orientação de que «a hora designada por Matinas, embora na recitação coral mantenha o seu carácter de louvor nocturno, seja adaptada de modo a poder recitar-se a qualquer hora do dia, tenha menos salmos e leituras mais longas» (SC 89).
A palavra «matinas» relaciona-se com a manhã: matutina sollemnitas, matutina laus, referia-se em princípio à oração da manhã que agora chamamos Laudes. Mais tarde, aplicou-se ao ofício nocturno, que os monges celebravam antes da aurora.
Assim se chamou até que o Concílio deu a orientação de que «a hora designada por Matinas, embora na recitação coral mantenha o seu carácter de louvor nocturno, seja adaptada de modo a poder recitar-se a qualquer hora do dia, tenha menos salmos e leituras mais longas» (SC 89).
Agora, dá-se-lhe outro nome: «ofício de leitura» (cf. IGLH 55-69), e os que não têm a obrigação do coro podem rezá-lo à hora do dia que mais favoreça este momento de oração meditativa.
As Matinas começavam pelos ritos iniciais que incluíam o invitatório e o hino. Seguiam-se três nocturnos. Cada um deste era composto por três salmos, três lições e três responsórios por «nocturno»; cada responsório integrava dois versículos. O último nocturno era composto só por dois responsórios, sendo o terceiro substituído pelo Te Deum.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
D. José Pegado de Azevedo
D. José Pegado de Azevedo (Lisboa, 13 de Março de 1750 — Ponta Delgada, 19 de Junho de 1812) foi o 24.º bispo de Angra, tendo governado a diocese de 1802 a 1812. Era padre da Congregação do Oratório e tinha sido militar. Gozou fama de bom pregador e de bom teólogo. Esforçou-se por reformar a diocese, mas teve de se contender com uma constante sucessão de escândalos envolvendo os conventos de freiras, então já em pleno declínio e em absoluta desmoralização, com frequentes violações da clausura, num ambiente em que se poderia dizer tudo dos conventos açorianos, excepto que as suas ocupantes eram castas. Minado por dissabores diversos, acabou por falecer em Ponta Delgada, onde se encontra sepultado. Era grande amante da música sacra, tendo fomentado a sua expansão na diocese. Apesar do edifício já se encontrar há muito concluído, sagrou a Sé Catedral de Angra, numa cerimónia realizada a 16 de Outubro de 1808.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Auto da sagração da Sé d’Angra pelo bispo D. José Pegado d’Azevedo
«Aos dezasseis dias do mez d’outubro do anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e outo, sendo nesse dia a Dominga terceira do sobredito mez, e decima nona depois de Pentecostes: o excellentissimo e reverendíssimo senho Dom José Pegado d’Azevedo, da congregação do oratório da cidade e corte de Lisboa, bispo d’esta diocese sagrou esta Santa Sé cathedral, e o seu altar mor, em honra do Santissimo Salvador, e collocou no mesmo altar as relíquias dos Santos martyres Benedicto, Primo Vecundo, as quaes foram nelle enserradas dentro d’um pequeno cofre, ligado com uma fita de seda encarnada, e sellada com o sello das armas do mesmo excellentissimo, e reverendíssimo senhor, como está declarado no diploma que se acha dentro do sepulchro do mesmo altar, o qual diploma está assignado pelo mesmo excellentissimo senhor, e foi sellado com o sello grande de suas armas. No mesmo acto declarou sua excellencia reverendissima que a 3.ª dominga de Outubro seria para sempre o dia fixo para se celebrar o anniversario desta dedicação, no qual dia concedeu na forma costumada da igreja in perpetuum quarenta dias de verdadeira indulgencia a todos os fieis que no referido dia da sagração visitassem esta santa Sé, como antecedentemente foi denunciado ao povo na dominga segunda nove do sobredito mez d’outubro, e no tempo da missa conventual pelo reverendo José Maria Bettencourt Vasconcellos e Lemos deão desta cathedral. E para a todo o tempo constar que se lavrou neste livro que serve para nelle se registarem as ordeus regias, pastoraes, e mais ordens dos excellentissimos senhores bispos nossos prelados o termo presente, que eu João José Bello d’Almeida cónego secretario do reverendo cabido o escrevi; e vai assinado pelos reverendos capitulares, João José Bello d’Almeida conego secretario o ecrevi e assignei. João José Bello d’Almeida – deão José Maria de Bettencourt Vasconcellos e Lemos – o Arcediago Felix José Moreira – o chantre dr. fr. Manoel da Silveira Araujo – mestre escolla Matheus Homem de Castro – Manoel Lopes Ferraz – o cónego Manoel Cardozo Serpa – Jorge de Lemos Bettencourt Vasconcellos – José Jacintho da Rocha – conego José Ignacio de Mello Velho – João José da Cunha Ferraz – Francisco de Bettencourt Carvalhal e Vasconcellos – Fructuoso José Ribeiro – José Joaquim de Faria Mello – Manuel Machado Diniz.»
Francisco Ferreira Drumond. Anais da Ilha Terceira, 3º Volume (1859)
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
João José Baldi
Nasceu João José Baldi em Lisboa, no ano de 1770, recebendo a sua principal instrução no Seminário Patriarcal, para onde entrou aos onze anos, em 1781. Estava então no apogeu o ensino da música naquele instituto. João de Sousa Carvalho, Jerónimo Francisco de Lima, seu irmão Braz Francisco de Lima, e Camilo Cabral haviam regressado da Itália, onde estudaram por conta das rendas patriarcais, e foram logo nomeados mestres do Seminário; além destes havia ainda o velho mestre José Joaquim dos Santos, que fora discípulo predilecto de David Perez e era contrapontista consumado, hábil sobretudo no ensino do acompanhamento (baixo cifrado). João de Sousa Carvalho sobressaíra a todos na dedicação pelo ensino e método empregado, tendo já produzido dois discípulos bem notáveis: Leal Moreira, que recentemente passara de discípulo a mestre, e Marcos Portugal, que nesse momento ensaiava os primeiros voos do seu grande génio, admirado em toda a Europa. Foi neste meio que se criou João Baldi, e bem depressa revelou uma aptidão excepcional, que facilmente se desenvolveu entre tais mestres.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Rui Baeta | Barítono
Nasceu em Faro em 1975 e iniciou a sua actividade como cantor profissional em 1994 quando integra o Coro Gulbenkian.Diplomado pela Escola Superior de Música de Lisboa, aluno de Luís Madureira, realizou cursos de aperfeiçoamento artístico em Blonay – Suíça, em Salzburgo – Áustria e em Tours – França.
1.º Prémio na classe de Música de Câmara – Nível Superior – do Concurso RDP Jovens Músicos 1999, com o pianista Paulo Pacheco, tem realizado concertos e recitais em países como E.U.A., França, Suiça, Bélgica, Espanha, Malta, Cabo-Verde e em Portugal, onde já foi aplaudido em salas como o Grande Auditório Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Auditório Europarque, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Rivoli, Teatro da Trindade, Teatro Municipal de S. Luiz, Teatro Nacional São João, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Nacional de S. Carlos.
1.º Prémio na classe de Música de Câmara – Nível Superior – do Concurso RDP Jovens Músicos 1999, com o pianista Paulo Pacheco, tem realizado concertos e recitais em países como E.U.A., França, Suiça, Bélgica, Espanha, Malta, Cabo-Verde e em Portugal, onde já foi aplaudido em salas como o Grande Auditório Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Auditório Europarque, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Rivoli, Teatro da Trindade, Teatro Municipal de S. Luiz, Teatro Nacional São João, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro Nacional de S. Carlos.
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