Mateus Pereira de Lacerda, presbítero secular do hábito de S. Pedro, nasceu em Angra na ilha Terceira. Filho de pais não sabidos e dado a criar pela Câmara a Clara Maria, residente na rua de Baixo de S. Pedro. Foi baptizado na Catedral, pelo Reitor da mesma, António de Sousa Figueiredo, a 23 de Setembro de 1771, sendo padrinho Cosme Mascarenhas, freguês da Sé de Angra. Aos dez anos entrou ao serviço da Catedral como moço de coro. Posteriormente, desempenhou as funções de capelão supranumerário, sacristão, altareiro, capelão do número e mestre de capela, cargo que desempenhava desde 1808, por nomeação de D. José Pegado de Azevedo, sucedendo, respectivamente a Xavier António da Fonseca, João da Silva de Carvalho e Manuel Machado Dinis, que haviam ascendido a cónegos de prebenda da Sé de Angra. Além disso, são-lhe acrescentadas outras funções musicais, sobretudo a leccionação de canto de órgão. Era considerado um excelente músico com uma admirável voz de tenor.
sábado, 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pedro Machado de Alcântara
Nasceu na Conceição, a 19 de Outubro de 1849. Era filho de Manuel Machado e de Maria José. Era empregado público, tendo casado com D. Maria Leonor Vasconcelos Alcântara, com quem teve duas filhas. Faleceu aos 45 anos, vítima de pleuropneumonia, em Santa Luzia, a 25 de Julho de 1895. Chefe de orquestra, considerado um talento musical, realizou os seus estudos musicais na Claustra da Sé Catedral e foi capelão-cantor da capela catedralícia. Foi professor primário e empregado da repartição de fazenda da cidade de Angra do Heroísmo e um conhecido talento musical.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Antero Ávila
Antero Orlando Pereira Ávila é natural da Ilha do Pico. Estudou com seu tio, Custódio Garcia, e com Josefina Canto e Castro. Aos 14 anos assumiu a batuta da Filarmónica de S. Roque, onde foi maestro durante 2 anos. Posteriormente, e ao longo da sua vida artística tem composto várias peças e feito inúmeros arranjos para serem tocados por Bandas Filarmónicas.
Aos 16 anos prosseguiu estudos na Ilha Terceira, onde foi aluno do Conservatório Regional de Angra do Heroísmo nas disciplinas de Formação Musical, Canto, Piano, Violino, Flauta de Bisel, História da Música e Análises e Técnicas de Composição. Ainda na Ilha Terceira foi coralista no Coro AMIT e do Coro do Conservatório.
Aos 16 anos prosseguiu estudos na Ilha Terceira, onde foi aluno do Conservatório Regional de Angra do Heroísmo nas disciplinas de Formação Musical, Canto, Piano, Violino, Flauta de Bisel, História da Música e Análises e Técnicas de Composição. Ainda na Ilha Terceira foi coralista no Coro AMIT e do Coro do Conservatório.
domingo, 21 de junho de 2009
D. Pedro, IV de Portugal, I do Brasil
D. Pedro, que se encontra ligado à história desta ilha no período do liberalismo, compôs um Missa ao estilo clássico, operático e de influência claramente italiana, para soprano, contralto, tenor, barítono, coro e orquestra.
É provável que muitos alemães deconheçam que Frederico da Prússia era um flautista e compositor notável, no entanto é certo que a grande maioria dos portugueses não sabe que, assim como os seus antepassados da Casa de Bragança, D. Pedro tinha fascínio e vocação para a música. Foi educado na arte musical por José Maurício Nunes Garcia¹, Marcos António da Fonseca Portugal² e Sigismund Neukomm³. O príncipe sabia tocar instrumentos musicais como: piano, flauta, fagote, trombone, violino, clarinete, violão, lundu e cravo, e compôs diversas obras, tais como, além da Missa Solene, já mencionada, uma Missa Brevis, sinfonias e um Te Deum – que, na estreia, foi dirigido por Marcos Portugal – um Credo, um Adjuva nos, a antífona Sub tuum presidium, bem como um Moteto a S. Pedro de Alcântara. Além disso, compôs hinos, como o hino da maçonaria, uma das versões do hino da Independência do Brasil e o hino da Carta, considerado de 1834 até 1910 como o hino nacional Português. De 1809 a 1834, o hino Português era o final da Cantata La Speranza, o sia l’ Auguro Felice, de Marcos Portugal, composta para assinalar o aniversário natalício de D. João VI, estreada em S. Carlos em Maio de 1809. O hino final da cantata, conhecido sob o título de Hino do Príncipe ou Hino de D. João, tornou-se então o hino oficial Português.
É provável que muitos alemães deconheçam que Frederico da Prússia era um flautista e compositor notável, no entanto é certo que a grande maioria dos portugueses não sabe que, assim como os seus antepassados da Casa de Bragança, D. Pedro tinha fascínio e vocação para a música. Foi educado na arte musical por José Maurício Nunes Garcia¹, Marcos António da Fonseca Portugal² e Sigismund Neukomm³. O príncipe sabia tocar instrumentos musicais como: piano, flauta, fagote, trombone, violino, clarinete, violão, lundu e cravo, e compôs diversas obras, tais como, além da Missa Solene, já mencionada, uma Missa Brevis, sinfonias e um Te Deum – que, na estreia, foi dirigido por Marcos Portugal – um Credo, um Adjuva nos, a antífona Sub tuum presidium, bem como um Moteto a S. Pedro de Alcântara. Além disso, compôs hinos, como o hino da maçonaria, uma das versões do hino da Independência do Brasil e o hino da Carta, considerado de 1834 até 1910 como o hino nacional Português. De 1809 a 1834, o hino Português era o final da Cantata La Speranza, o sia l’ Auguro Felice, de Marcos Portugal, composta para assinalar o aniversário natalício de D. João VI, estreada em S. Carlos em Maio de 1809. O hino final da cantata, conhecido sob o título de Hino do Príncipe ou Hino de D. João, tornou-se então o hino oficial Português.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Duarte Gonçalves-Rosa | Director Artístico
Nascido em Angra, iniciou os estudos de piano com Maria Mourato, tendo-os prosseguido posteriormente no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo com Alice Martins, e Formação Musical com Artur Fonseca e Luís Soares. Formou-se em Direcção Coral na Escola Superior de Música da Catalunha, em Barcelona, onde teve como professores, na disciplina de direcção coral, Luís Vila e Pierre Cao, e de direcção de orquestra, Xavier Puig. Nesta escola, foi também importante a sua formação na área da interpretação – Prof. Rafael Salinas – e da interpretação da música antiga – Prof.s Albert Romani e Jordi Saval; foi aluno de Formação Vocal Aplicada da professora Marion Sarmiento. No entendimento das diversas épocas artísticas e musicais, foram importantes as aulas do docente Josep Pujol.
Do reportório coral e coral sinfónico que dirigiu quer em Portugal, quer em Espanha, destacam-se a Oratória The Crucifixion de John Stainer e o Stabat Mater de Francesc Andrevi.
Do reportório coral e coral sinfónico que dirigiu quer em Portugal, quer em Espanha, destacam-se a Oratória The Crucifixion de John Stainer e o Stabat Mater de Francesc Andrevi.
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